É possível se reinfectar com o novo coronavírus? Estudo esclarece se isso pode acontecer

Enquanto o planeta acompanha ansiosamente o desenvolvimento de vacinas que podem colocar um fim na pandemia provocada pelo novo coronavírus, uma pergunta começou a surgir em centros de pesquisa e hospitais: a reinfecção é possível? A resposta para ela é: não sabemos.

Em abril, a Coreia do Sul detectou o vírus no sangue de centenas de pacientes que estariam curados da doença. A conclusão a que chegaram as autoridades da Saúde do país é que se tratava de fragmentos inativos do vírus que ainda circulavam pelo organismo dos mesmos.

Porém, esse não foi o único caso; outros já foram relatados, sempre com o mesmo roteiro: o paciente tem alta, recupera-se, mas os sintomas reaparecem algumas semanas depois e, assim, o teste para a covid-19 dá positivo.

Em Minas Gerais, um técnico de enfermagem foi diagnosticado com o vírus em abril e se curou, mas o teste dele deu positivo novamente no fim de junho, o homem morreu 10 dias depois. Em São Paulo, o Hospital das Clínicas está investigando o caso de 2 pacientes na mesma condição clinica: doentes em maio e voltaram a testar positivo para a doença este mês.

Casos de reinfecção tem preocupado a comunidade médica porque atingem um conceito raro em se tratando de doenças infecciosas: a chamada imunidade do rebanho ou coletiva, em que 60% ou mais indivíduos de um grupo, depois de contraírem a doença, tornam-se imunes a ela e interrompem as cadeias de transmissão. Se a imunidade contra a covid-19 durar pouco, o vírus continuará a circular no mundo.

O primeiro estudo sobre o assunto foi divulgado no início de julho pelo King’s College, respeitada universidade pública inglesa. A pesquisa testou diversas vezes, entre março e junho, a resposta imune de 96 pacientes e profissionais da Saúde.

A curva descendente mostra a quantidade de anticorpos detectados no organismo dos pacientes recuperados; os pontos coloridos indicam o grau de severidade da infecção.