Sibutramina realmente ajuda a emagrecer?

A sibutramina é um medicamento usado para o tratamento da obesidade, pois aumenta rapidamente a sensação de saciedade, evitando que sejam ingeridos alimentos em excesso e, assim, facilita a perda de peso. Além disso, este tipo de remédio também aumenta a termogênese, o que também contribui para a diminuição do peso.

A sibutramina é utilizada na forma de cápsulas e pode ser comprada nas farmácias convencionais em forma de genérico ou com o nome comercial de Reductil, Biomag, Nolipo, Plenty ou Sibus, por exemplo, mediante apresentação de receita médica.

Este produto tem um valor que pode variar entre 25 e os 60 reais, dependendo do nome comercial e da quantidade de cápsulas, por exemplo.

A sibutramina está indicada para o tratamento de pessoas com obesidade em casos de IMC superior a 30 mg/m², que estão fazendo acompanhamento com um nutricionista ou um endocrinologista.

A dose inicial recomendada é de 1 cápsula de 10 mg por dia, administrada por via oral, pela manhã, com ou sem alimentos. Caso a pessoa não perca pelo menos 2 kg nas primeiras 4 semanas de tratamento, pode ser necessário aumentar a dose para 15 mg.

O tratamento deve ser descontinuado em pessoas que não respondam à terapia de perda de peso após 4 semanas com dose diária de 15 mg. A duração do tratamento não deve exceder 2 anos.

A sibutramina age inibindo a recaptação dos neurotransmissores serotonina, noradrenalina e dopamina, a nível cerebral, fazendo com que estas substâncias permaneçam em maior quantidade e tempo a estimular os neurônios, causando uma sensação de saciedade e aumentando o metabolismo, o que leva à perda de peso. No entanto, vários estudos comprovam que ao interromper a sibutramina, algumas pessoas voltam ao peso anterior com grande facilidade e algumas vezes engordam mais, ultrapassando o peso anterior.

Além disso, este aumento de concentração de neurotransmissores também exerce um efeito vasoconstritor e leva ao aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, aumentando o risco de ocorrência de ataque cardíaco ou até AVC.

Por estas razões, antes de decidir tomar o medicamento, a pessoa deve estar consciente dos riscos que a sibutramina tem para a saúde, devendo ser acompanhado pelo médico durante todo o tratamento.

Alguns dos efeitos colaterais mais comuns que podem ocorrer durante o uso de sibutramina são prisão de ventre, boca seca, insônia, aumento da frequência cardíaca, palpitações, aumento da pressão arterial, vasodilatação, náuseas, agravamento de hemorroidas existentes, delírio, tonturas, sensações na pele como frio, calor, formigamento, pressão, dor de cabeça, ansiedade, suor intenso e alterações também no paladar.

A Sibutramina está contra-indicada em pessoas com histórico de diabetes mellitus tipo 2 com pelo menos um outro fator de risco, como hipertensão ou altos níveis de colesterol, pessoas com doenças cardíacas, distúrbios alimentares como anorexia nervosa ou bulimia, que usam cigarro com frequência e quando se usa outros medicamentos como descongestionantes nasais, antidepressivos, antitussígenos ou supressores do apetite.

Além disso, antes de usar este medicamento deve-se informar o médico ou nutricionista acerca de problemas como pressão alta, doenças cardíacas, epilepsia ou glaucoma.

A sibutramina não deve ser tomada quando o IMC corporal é inferior a 30 kg/m², e também é contraindicada para crianças, adolescentes, idosos com mais de 65 anos, e também não deve ser usado por grávidas, mulheres que estão tentando engravidar e durante a amamentação.

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